Oferta e câmbio podem limitar alta dos grãos

Por Leonardo Gottems – Agrolink

Os grãos iniciam esta quarta-feira (28) em recuperação nos mercados norte-americanos, mas a oferta e o câmbio limitam a alta. Segundo a TF Agroeconômica, no boletim divulgado às 8h45, a reação é sustentada por ajustes de posições e compras de oportunidade após as perdas recentes.

Em Chicago, as cotações da soja sobem no pregão noturno após duas sessões de queda. Para sustentar o avanço, o mercado depende, entre outros fatores, da confirmação de novas vendas rápidas dos Estados Unidos à China pelo Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) e de uma recuperação do real frente ao dólar. A colheita e a entrada da nova safra mantêm a pressão baixista. Segundo a Reuters, a Sinograin anunciou leilão de 402 mil toneladas de soja dos estoques chineses para 3 de novembro.

O milho registra leve alta após três sessões de recuo e quatro semanas consecutivas de perdas. A reação tem caráter técnico, com compras de fundos, enquanto o avanço da colheita norte-americana amplia a oferta. O real mais fraco e o dólar valorizado ante o euro reduzem a competitividade das exportações dos EUA.

O trigo recupera parte das perdas após oito semanas de queda. As compras de oportunidade dão suporte, mas o dólar forte e as especulações sobre acordos para retomar o escoamento de grãos pelo Mar Negro limitam os ganhos. A Reuters relatou danos à infraestrutura industrial em Novomoskovsk, na Rússia, causados por destroços de drones ucranianos. 

Segundo o governador regional, prédios de apartamentos e residências particulares também foram atingidos. Entre os indicadores, o petróleo WTI era cotado a US$ 101,64, com alta de 1,74%. O índice do dólar subia 0,07%, enquanto a relação euro/dólar recuava 0,02%.

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