Por Leonardo Gottems – Agrolink
Os mercados de grãos iniciaram esta quinta-feira com cotações pressionadas por fatores externos. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura de 5 de novembro, trigo, soja e milho refletem as perspectivas para o comércio internacional e os preços de produtos concorrentes.
No trigo, a possibilidade de melhora na situação do Mar Negro diminui o receio de interrupções nos embarques. Após a correção das últimas semanas, as cotações chegaram a níveis de suporte técnico vistos no início de julho. A concorrência pesa: o trigo russo no Mar Báltico está em torno de US$ 260 por tonelada, enquanto o argentino é ofertado perto de US$ 228 por tonelada FOB. Na Argentina, o preço de exportação caiu US$ 14 por tonelada em dez dias.
A soja também enfrenta um ambiente desfavorável, especialmente nos óleos vegetais. A recente queda do petróleo, associada a expectativas de redução de tensões internacionais, enfraqueceu as referências dos biocombustíveis. Em Chicago, o óleo de soja para janeiro de 2027 ficou abaixo de 64 centavos de dólar por libra-peso, menor patamar em quase seis meses.
No milho, a perspectiva de menor tensão no Mar Negro pesa sobre os preços, mas as cotações reduzidas e o dólar mais fraco favorecem compradores. Para 2026/27, estimativas privadas apontam exportações brasileiras de 38 milhões de toneladas, ante 36 milhões no ciclo anterior, e produção de 141 milhões, frente a 140 milhões. A Conab informa que o plantio do milho de verão alcançou 44% da área, contra 42% um ano antes.
Na abertura, o dólar futuro mini era cotado a R$ 5,4895, em queda de 0,62%. O Brent aparecia a US$ 96,20, alta de 1,69% naquele momento, apesar da pressão recente sobre o petróleo. O índice dólar avançava 0,05%.

