Mistura de herbicidas exige critério

Por Leonardo Gottems – Agrolink

A associação de herbicidas com mecanismos de ação distintos pode contribuir para o controle de plantas daninhas na soja e no milho, mas exige avaliação das condições da lavoura. Segundo o gestor comercial Jovânio Conink, o uso conjunto de glifosato e glufosinato faz sentido quando ambos contribuem efetivamente para controlar os alvos. Ter mecanismos diferentes, por si só, não garante maior eficiência.

O glifosato, classificado no Grupo 9, inibe a enzima EPSPS e apresenta ação sistêmica, com translocação pela planta. O glufosinato integra o Grupo 10 e inibe a glutamina sintetase. Sua ação é predominantemente de contato, característica que exige boa cobertura foliar.

A escolha precisa considerar as espécies presentes, a suscetibilidade aos produtos, o estádio de desenvolvimento das invasoras e o histórico de resistência da área. Esses fatores ajudam a definir a eficácia esperada e a decidir entre tratamentos isolados, mistura ou aplicações sequenciais.

O planejamento também deve contemplar herbicidas pré-emergentes. Quando adequados à área, os produtos com atividade residual ajudam a controlar novos fluxos de emergência e reduzem a dependência de aplicações em pós-emergência. Monitoramento e outras práticas de controle completam a abordagem de manejo integrado.

Além das condições da área, a decisão exige atenção à tecnologia da cultura e às recomendações de bula. O posicionamento precisa reunir as características dos produtos e as necessidades de controle identificadas na lavoura. Para Conink, o manejo eficiente depende de conhecimento e planejamento para escolher as ferramentas certas em cada situação.

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