Por Leonardo Gottems – Agrolink
A implantação da lavoura de soja exige atenção à nutrição e ao desenvolvimento das raízes para favorecer seu potencial produtivo. Segundo o engenheiro agrônomo Bruno Neves, gerente técnico e de marketing da BRQ Brasilquímica, a inoculação, a coinoculação e a adubação de arranque desempenham funções complementares nesse processo.
A soja necessita de grandes quantidades de nitrogênio, mas não consegue utilizar diretamente o elemento presente na atmosfera. A fixação biológica ocorre pela ação de bactérias associadas às raízes, que transformam esse nitrogênio em compostos aproveitados pela planta. Na inoculação, esses microrganismos são aplicados às sementes, e seu desempenho depende do armazenamento e da aplicação adequados.
A coinoculação combina bactérias do gênero Bradyrhizobium, ligadas à fixação do nitrogênio, com Azospirillum brasilense, que estimula o desenvolvimento radicular e favorece a exploração do solo em busca de água e nutrientes.
A adubação de arranque, por sua vez, fornece nutrientes essenciais ao estabelecimento inicial, como o fósforo. A escolha das fontes e doses deve considerar a análise do solo e as necessidades da cultura. A integração das práticas, com atenção à compatibilidade entre os produtos, permite ajustar o manejo às condições de cada área da cultura da soja.
“O planejamento precisa considerar as necessidades da soja desde a semeadura. A integração entre inoculação, coinoculação e adubação de arranque permite combinar processos biológicos e fornecimento de nutrientes, de acordo com as características e as necessidades de cada área”, adiciona Bruno Neves.

